Dados estruturados (JSON-LD) explicados para quem tem um negócio
Equipe F3X
09 de outubro de 2026

Dados estruturados em JSON-LD são uma ficha da sua empresa escrita para máquinas: um bloco de informação no código do site que diz ao Google e às IAs, sem ambiguidade, quem você é, onde fica, o que vende e quais perfis oficiais são seus. Quem visita o site não vê essa ficha, mas os robôs leem. Para um negócio, isso significa menos chance de ser mal interpretado e mais chance de ser entendido do jeito certo.
Por que a máquina precisa de ajuda
Uma pessoa olha a página de uma pizzaria e entende na hora que aquele número no rodapé é o telefone, que "Rua tal, 10" é o endereço e que "de terça a domingo, das seis às onze da noite" é o horário. Um programa não tem essa certeza. Ele vê texto solto e precisa adivinhar o papel de cada pedaço.
Os dados estruturados tiram a adivinhação. Eles dizem, com etiquetas combinadas: isto é o nome, isto é o endereço, isto é o horário, isto é o preço. As etiquetas vêm de um vocabulário público chamado schema.org, usado pelo Google e por outros buscadores.
JSON-LD é só o formato mais prático de escrever essas etiquetas. Fica num bloco separado dentro da página, marcado como script do tipo ld+json, sem mexer no texto que o visitante lê. A documentação do Google recomenda esse formato e explica os tipos aceitos em https://developers.google.com/search.
O que marcar num pequeno negócio
Não é preciso marcar tudo. Para a maioria dos negócios, estes tipos cobrem o essencial:
- •Organization ou LocalBusiness: a empresa em si, com nome, logotipo, endereço, telefone, horário e site.
- •Um subtipo mais específico, quando existe: restaurante, dentista, academia, loja, escritório de advocacia.
- •Product e Offer: produtos com preço, disponibilidade e moeda.
- •Service: os serviços que a empresa presta.
- •Person: o fundador ou os profissionais que dão a cara à marca.
- •FAQPage: uma página de perguntas e respostas.
- •BreadcrumbList: o caminho de navegação até a página.
Um salão de beleza em Campo Grande, por exemplo, marcaria o salão como negócio local de beleza, com endereço, horário e telefone; os serviços, com a descrição de cada um; e a página de perguntas frequentes.
Duas propriedades que valem ouro
A primeira é sameAs. Ela lista os perfis oficiais da empresa: Instagram, LinkedIn, YouTube, perfil no Google. É a forma de dizer à máquina que todos aqueles perfis são da mesma marca. Isso é central para GEO, porque as IAs confiam mais no que conseguem confirmar em mais de um lugar.
A segunda é @id. Ela dá um identificador fixo para cada coisa descrita, como um documento de identidade. Com isso, dá para ligar entidades entre si: a empresa tem um fundador, o fundador é esta pessoa, esta pessoa também dirige outra empresa. Uma vez escolhido, o identificador não deve mudar, para a máquina não achar que nasceu uma entidade nova.
Como testar sem ser técnico
Depois de publicado, confira. O Google tem o Teste de pesquisa aprimorada, e o schema.org mantém o Schema Markup Validator. Nos dois, basta colar o endereço da página.
O resultado mostra o que foi encontrado, o que tem erro e o que tem aviso. Erro precisa de conserto. Aviso costuma ser campo recomendado que ficou de fora; vale preencher quando a informação existe.
No Search Console, a área de melhorias também acusa problemas nos dados estruturados do site inteiro, com o tempo.
Erros que mais aparecem
- •Marcar informação que não está visível na página, o que vai contra as diretrizes do Google.
- •Deixar o horário ou o preço da marcação diferente do que está escrito no site.
- •Copiar a marcação de outro site e esquecer de trocar nome, endereço ou telefone.
- •Usar avaliações inventadas ou copiadas na marcação.
- •Esperar que marcar garanta destaque no resultado de busca.
O último ponto é importante. O Google deixa claro que a marcação correta torna a página elegível para resultados com destaque, mas não garante que eles apareçam. O ganho mais sólido é outro: ser entendido corretamente.
Onde entra a IA
As IAs que buscam na web leem principalmente os sites bem posicionados, e os dados estruturados ajudam nos dois lados. No SEO, o Google entende melhor a página. No GEO, a IA identifica a empresa, os serviços e os perfis sem confundir com outra marca.
Por isso os dados estruturados fazem parte do trabalho da F3X GEO, ao lado do arquivo llms.txt, de páginas que respondem perguntas e da identidade da marca ligada entre site, redes e perfis.
O exemplo da própria F3X
Em setembro de 2026 a F3X aplicou GEO no próprio site e no da Vidaah, a plataforma de compra ao vivo criada pela agência. Uma das peças foram os dados estruturados ligando F3X, Diogo Archanjo e Vidaah: a agência, o fundador e o produto, cada um com seu identificador, apontando uns para os outros.
Isso também ajuda na desambiguação. A Vidaah é confundida com a VIDAA, sistema das TVs Hisense, e deixar a entidade bem descrita é parte de ensinar às IAs que são empresas diferentes.
Perguntas frequentes
Dados estruturados melhoram a posição no Google?
Eles ajudam o Google a entender a página e podem torná-la elegível para resultados com destaque. Posição depende também de conteúdo, velocidade e relevância.
Preciso colocar JSON-LD em todas as páginas?
A marcação da empresa costuma ir em todo o site. As outras, como produto ou perguntas frequentes, vão só nas páginas onde aquele conteúdo aparece.
Plataformas de loja virtual já fazem isso sozinhas?
Muitas geram parte da marcação, principalmente de produto. Vale testar a página para ver o que já existe e completar o que falta, como os perfis oficiais.
Quer revisar os dados do seu site?
Os dados estruturados são uma das peças da F3X GEO. Para ver o que o seu site já informa às máquinas e o que falta, fale com a F3X.
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